Educador baiano foi internado no Hospital Geral Roberto Santos, na tarde desta segunda-feira (3) e morreu por volta das 20h15, de falência cardíaca aguda
Ainda de acordo com o hospital, o ex-secretário de Cultura da Bahia estava em coma induzido e morreu por volta das 20h15. Segundo o boletim médico, ele já chegou à unidade em estado crítico com quadro de choque cardiogênico, que é quando o coração não consegue bombear sangue com eficiência.
Uma equipe do Samu foi acionada para atender o educador, que estava em estado grave com sinais de insuficiência respiratória.
Ele recebeu atendimento inicial e foi levado para o Hospital Geral Roberto Santos. Durante o trajeto, Jorge Portugal chegou a ter uma parada cardiorrespiratória, mas foi estabilizado. Não há detalhes sobre o que causou o quadro de insuficiência.
Nascido em 1956, na cidade de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia, Jorge Portugal completaria 64 anos na quarta-feira (5). Formado em Letras pela Universidade Federal da Bahia, ele foi um educador, poeta, letrista e compositor brasileiro que marcou gerações.
O educador ficou conhecido por obras voltadas para estudos universitários, como o livro “Redação é assim”, adotado por cursos pré-vestibulares de Salvador. Sempre sorridente, Portugal se consolidou como apresentador de televisão ao liderar por nove anos o “Aprovado”, programa educativo voltado para estudantes universitários na TV Bahia.
Entre as letras de sucesso compostas por Jorge Portugal está “Só se vê na Bahia”, escrita em parceria com Roberto Mendes e outras composições, que ficaram marcadas nas vozes de Gal Costa, Maria Bethânia e Elba Ramalho, como “Vida vã”, “Filosofia pura” e “A massa”.
Em 2015, Portugal foi nomeado secretário de Cultura da Bahia, onde ficou até 2017. Jorge Portugal deixa esposa, Rita Vieira, e três filhos, o sociólogo Caetano Ignácio, a atriz Bárbara Bela e o jornalista Thiago Dantas.
Notas de Pesar

Em nota, o governador Rui Costa lamentou a perda e decretou luto oficial no estado na terça-feira (4).
O vice-governador da Bahia e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, João Leão, também lamentou a morte do professor e ex-secretário de Cultura da Bahia. “Jorge Portugal era um amigo querido, com quem tive o imenso prazer de trabalhar na política e conviver na vida. Aos familiares e amigos, meus mais profundos sentimentos por este momento de pesar. Portugal deixa um legado para a língua portuguesa, pelo acesso democrático à educação e para a cultura baiana”.
Em nota, Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), lamentou a morte do amigo. “Um cidadão brasileiro, baiano e Santamarense de responsa, esse sempre foi Jorge Portugal. Impossível falar dele sem um sorriso nos lábios, uma leveza na alma e muita poesia no coração. Portugal ressignificou o ensino com sua excepcional verve comunicativa e valorizou, como ninguém, nosso jeito de ver o mundo e se relacionar com ele. Com sua partida, as palavras perdem seu brilho e a nossa língua perde um de seus melhores tradutores. Vá em paz grande mestre!”, disse.
